22.7.20

Quarta, 22.

O coronavírus ainda 'não havia chegado' ao Brasil quando fiz minha última publicação por aqui, na realidade o primeiro caso seria notificado apenas 3 dias depois e desde então nossas vidas virariam de cabeça pra baixo.

Isolamento, quarentena, interrupção das aulas da filha, marido em home office full time, medo, preocupação, decepção, irritação. Assim foram os primeiros meses do meu isolamento, passei muita raiva nas redes sociais com certas pessoas que me desgostei totalmente, atitudes e pensamentos absurdos frente à uma crise tão séria. Decidi manter distância, não só agora, mas pra sempre... Não quero contato com quem prefere venerar uma figura pública que deveria por obrigação cuidar de nós, do que se preocupar e brigar por melhores atitudes por parte do mesmo para defender vidas.

Aliás, essas pessoas só se preocupam com 'vida' quando se refere àquela não nascida. As nascidas que se explodam, o discurso 'pró vida' para por aí. Mas não é sobre isso que quero falar, dessas pessoas já me distanciei e sequer quero pensar nelas.

Desativei o Facebook e mantive apenas uma das minhas contas pessoais no Instagram (eu tinha duas, fora as duas da minha empresa) e assim tive paz e pude me dedicar ao meu trabalho, estudar e planejar minha breve mudança pro interior. Também comecei cuidar da minha saúde.

Toda essa crise me fez pensar muito na minha vida, na importância que minha família e amigos (aqui me refiro às pessoas que valem à pena, não as que tem o mesmo sangue que eu apenas ou que se agregaram a mim por qualquer outro motivo) e desde então tenho pensado muito no meu futuro, positivamente apesar de tudo.

Mas confesso que essa vida pandêmica é triste e cansativa e me tira um pouco o vigor. Tenho buscado me inspirar e encher de coisas e pensamentos bons, para não cair no buraco da desilusão com tudo.

Tenho conseguido por enquanto. Ainda bem!